Antropologias Latinoamericanas

Qual é a trajetória da Antropologia Médica no Brasil e no México?

Langdon et al (2011) fazem um balanço da antropologia médica/ da saúde no Brasil, sendo que destacam o impacto das pesquisas em saúde na antropologia e os estudos antropológicos no campo da saúde coletiva. O fortalecimento desse campo ocorre a partir da década de 1970 nos programas de pós-graduação tanto na antropologia quanto na saúde pública e saúde coletiva. Na década de 1990, se constitui um grupo de trabalho na Associação Brasileira de Antropologia (ABA), e os antropólogos filiados ao campo da saúde contribuíram para a reforma sanitária brasileira na década de 1980. Na área de saúde coletiva, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) promove regularmente reuniões interdisciplinares entre pesquisadores das áreas de epidemiologia, saúde coletiva e ciências sociais (Langdon et al, 2011).

Apesar dessa produção do campo no Brasil, Langdon et al (2011) identificam que existe pouco impacto da produção brasileira no campo internacional, principalmente por sua predominante veiculação de artigos em português.

No México, o campo da reflexão sobre os problemas de saúde tem uma larga trajetória, sendo que destacaremos a tradição médico-antropológica, que tem um importante núcleo de produção teórica e empírica (Castro, 2003). Nesse sentido, se destaca o caráter fundacional dos trabalhos do Dr Eduardo Menéndez, do CIESAS, que impulsionou desde a década de 1980 a antropologia médica desde uma perspectiva crítica (Castro, 2003). Com a proposição de conceitos como “modelo médico hegemônico” e de “autoatenção”, permitiu a emergência de diversos estudos na área, e que tem sido apropriados por pesquisadores brasileiros tanto no campo da antropologia da saúde quanto da saúde coletiva. Os trabalhos de Eduardo Menéndez levam a busca da ação social (práticas, estratégias, transações, etc) na explicação dos fenômenos de saúde, sem minimizar a importância dos estudos macro teóricos (Castro, 2003).

Acredita-se que uma aproximação dos debates entre as ciências sociais e a saúde dos dois países têm a potencialidade de criar novas teorias e metodologias para a análise dos problemas da realidade Latinoamericana.


:::Cúal es la trayectória de la Antropología Médica en Brasil y México?

Langdon et al (2001) hacen un inventario de la antropología médica/de la salud en Brasil destacando el impacto de las investigaciones en salud en la antropología y los estudios antropológicos en el campo de la salud colectiva. El fortalecimiento del campo ocurre a partir de la década de 1970 en los programas de pos-graduación tanto en la antropología como en la salud pública e salud colectiva. En la década de 1990 se constituí un grupo de trabajo en la Associação Brasielira de Antropologia (ABA), e los antropólogos filiados al campo de la salud contribuyeron para la reforma sanitaria brasileña en la decada de 1980. En el area de la salud colectiva, la ABRASCO (Asociación Brasileña de Salud Colectiva) promueve regularmente reuniones interdisciplinares entre investigadores de las areas de epidemiologia, salud colectiva y ciencias sociales (Langdon et al, 2011).

A pesar de esa producción del campo en Brasil, Langdon et al (2011) identifican que existe poco impacto de la producción brasileña en el campo internacional, principalmente por su predominante circulación de artículos en portugués.

En México, el campo de la reflexión sobre los problemas de salud tiene una larga trayectoria, destacaremos la tradición médico-antropológica, que tiene un importante núcleo de producción teórica y empírica (Castro, 2003). En ese sentido,  se destaca el carácter fundacional de los trabajos del Dr. Eduardo Menéndez, del CIESAS, que emulsionaron desde la década de 1980 la antropología médica desde una perspectiva crítica (Castro, 2003). Con la proposición de conceptos como “modelo médico hegemónico” y de “autoatención”, permitió la emergencia de diversos estudios en el área, que vienen siendo apropiados por investigadores brasileños tanto en el campo de la antropología de la salud como en el campo de la salud colectiva. Los trabajos de Eduardo Menéndez llevan la búsqueda de la acción social (practicas, estrategias, transacciones, etc) en la explicación de los fenómenos de salud, sin minimizar la importancia de los estudios macro teóricos (Castro, 2003). 

Se cree que una aproximación de los debates entre las ciencias sociales e la salud de los dos países tienen la potencialidad de criar nuevas teorías y metodologías para el análisis de los problemas de la realidad Latinoamericana.


Referências Bibliográficas

BRONFMAN M, POLANCO JD. La cooperación técnica internacional y las políticas de salude. Cienc & Saude Coletiva, 8(1), 2003: 227-241.

CASTRO R. Ciencias sociales y salude n México: movimentos fundacionales y desarrollos actuales. Cienc & Saude Coletiva, 8(1), 2003: 47-62.

LANGDON EJ, FOLLÉR M, MALUF SW. Um balanço da antropologia da saúde no Brasil e seus diálogos com as antropologias mundiais. Anuário antropológico, 2011-1, 2012:51-89.

SILVA DH. Cooperação internacional em ciência e tecnologia: oportunidades e riscos. Rev. Bras. Pol. Int. 50 (1): 2007: 5-28.

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